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Dependência Química


Nós todos dependemos da química orgânica para viver e ela está relacionada diretamente com a nossa qualidade de vida.

A partir da matéria-prima que é nossa alimentação e da hidratação, nosso organismo produzirá substâncias como as endorfinas, serotonina e dopamina e outras, que atuam como neuro-transmissores, calmantes, responsáveis pela sensação de prazer e equilíbrio neurológico, satisfazendo a fome celular.

Várias causas podem impedir ou bloquear o organismo de fabricar tais substâncias, dentre os quais fatores genéticos, má absorção intestinal, intoxicações, uma alimentação desequilibrada carente de vitaminas e sais minerais, a hipoglicemia - baixa de glicose no sangue e no cérebro.

Estas moléculas precisam estar com suas estruturas íntegras para entrarem nos receptores cerebrais, caso contrário o cérebro entra em pane surgindo aí a compulsão por doces ou por drogas, que venham no momento suprir rapidamente a falta, causando um alívio apenas temporário. Quanto mais drogas ingeridas diretamente, menos o organismo produzirá sua bioquímica necessária ao equilibrio físico e mental.

O álcool, por exemplo é um ladrão de vitaminas e sais minerais e água, os excessos produzem a ressaca, portanto todo o vício de drogas têm efeito bola de neve, pois o organismno se acostuma e vai cada vez mais exigindo doses maiores.

O dependente químico precisa de uma avaliação e tratamento integrado com a nutrição, psicoterapia, terapias ocupacionais e outras atividades sadias que venham tomar lugar de sua baixo auto-estima, elevar seus padrões de comportamento por ter novos e sadios relacionamentos, etc.

Mas, o primeiro passo, além do controle médico se necessário no início do tratamento,é indispensável uma desintoxicação e uma reposição de nutrientes para fortalecimento do organismo e uma gradativa resposta positiva nos controles do hábito, pois a pessoa assimilará melhor as informações e o aconselhamento.

Cada tipo de droga precisa de uma abordagem específica, mas basicamente estas alternativas somarão significativamente com os tratamentos convencionais. A partir daí o estilo de vida precisa ser mudado, para se possível evitar recaídas.


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Auxílio computacional: Daniela Rossi